O xadrez de Zé Cocá: entre o aeroporto, a federal, a lealdade a Leur e a gratidão ao grupo petista.
Impulsionado politicamente pelo petismo, prefeito de Jequié hoje negocia apoio à reeleição de Jerônimo em troca de obras; nos bastidores, possibilidade de projeto de poder que pode levá-lo à Câmara Federal e consolidar capilaridade no Médio Rio das Contas
O xadrez de Zé Cocá: entre o aeroporto, a federal, a lealdade a Leur e a gratidão ao grupo petista. O movimento, no entanto, pode colocar em xeque sua lealdade ao deputado Leur Lomanto Júnior.
1. Tragetória política impulsionada com Rui Costa
Antes de ser o poderoso prefeito de Jequié, Zé Cocá foi prefeito de Lafaiete Coutinho, cidade de pouco mais de 4 mil habitantes, por dois mandatos (2009-2016). Sua trajetória começou na roça: nascido em Itiruçu, no Vale do Jiquiriçá, mudou-se para Jequié aos 9 anos e, após a morte prematura do pai, precisou conciliar os estudos com o trabalho no campo em Lafaiete Coutinho.
Siga o Portal BomFm no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Participe também do nosso grupo fechado no WhatsApp e fique sempre bem informado.
A virada veio quando o então prefeito, à época Dermival o convidou para ser Secretário de Desenvolvimento e, depois, Chefe de Gabinete. Em 2008, foi eleito prefeito de Lafaiete, conquistando 95% de aprovação popular e a reeleição como candidato único em 2012. Durante seus oito anos à frente da prefeitura, Lafaiete alcançou o 1º lugar na qualidade da educação na Bahia, segundo a FIRJAN, e todas as suas contas foram aprovadas pelo TCM.
Foi nesse período que Rui Costa (PT) passou a observá-lo. O então governador o convidou para fazer parte de sua equipe, nomeando-o Coordenador dos Consórcios da Bahia. Nascia ali uma relação política de confiança que projetaria Cocá para além dos limites de Lafaiete Coutinho.
Foi pelas mãos de Rui Costa que nasceu Zé Cocá no cenário da política regional.Com o apoio pleno do governador, Cocá chegou à Assembleia Legislativa da Bahia em 2018, eleito deputado estadual com votação expressiva em Jequié e na maioria dos municípios do Vale do Jiquiriçá e Médio Rio das Contas.
Em 2020, novamente com o apoio explícito de Rui Costa, Zé Cocá foi eleito prefeito de Jequié com mais de 30 mil votos. A chapa tinha como vice Poliana Leandro, do PT, um símbolo da aliança com o partido.
Em 2022, porém, o vento mudou. Cocá apoiou a candidatura de ACM Neto (União Brasil) ao governo da Bahia, rompendo com o grupo que o impulsionou no cenário estadual da política. A relação com Rui Costa, antes paterna, azedou. Mas, como veremos, a política é feita de movimentos calculados.
2. A Consagração na UPB: Líder dos Prefeitos
Em março de 2021, recém-empossado prefeito de Jequié, Zé Cocá assumiu a presidência da União dos Municípios da Bahia (UPB) para o biênio 2021-2022, em cerimônia virtual por causa da pandemia. Eleito por aclamação, Cocá passou a representar os interesses dos 417 municípios baianos em um dos momentos mais críticos da história recente: o auge da pandemia de Covid-19.
A passagem pela UPB foi transformadora. Ao lado do então governador Rui Costa, Cocá liderou a articulação dos prefeitos pela compra de vacinas e pela manutenção de protocolos sanitários, ganhando visibilidade nacional e estabelecendo relações institucionais com todas as esferas de poder. A entidade, sob seu comando, consolidou-se como referência na defesa do municipalismo.
Mas o legado mais duradouro desse período foi político. À frente da UPB, Cocá conheceu pessoalmente centenas de prefeitos, construiu pontes e angariou capital político que mais tarde se revelaria decisivo. Prova disso foi a eleição de Quinho (PSD) como seu sucessor na presidência da entidade. Mais recentemente, em 2024, Cocá articulou com sucesso a candidatura de Wilson Cardoso (PSB) à presidência da UPB, ampliando ainda mais seu capital político junto aos gestores municipais.
Hoje, ele mantém influência direta sobre a entidade, ocupando a diretoria de relacionamento parlamentar. A UPB, que já foi palco de sua consagração, hoje é também instrumento de sua quase hegemonia regional.
3. O Cálculo dos Investimentos: R$ 351 Milhões
Apesar do rompimento eleitoral de 2022, a máquina do estado continuou girando. Dados apurados pelo Portal BomFm junto ao Ministério da Fazenda indicam que o governo federal destinou mais de R$ 379,6 milhões em transferências diretas a Jequié apenas em 2025, fora programas e convênios específicos.
Somam-se a isso cerca de R$ 351 milhões aplicados pelo governo estadual entre 2023 e 2025 em áreas como saúde, infraestrutura, educação e segurança. A perspectiva de novos investimentos, que poderiam ultrapassar R$ 400 milhões via Novo PAC, torna a equação ainda mais atraente.
O governador Jerônimo Rodrigues, sabedor do peso de Cocá, adotou uma estratégia inteligente de aproximação institucional. Em janeiro de 2026, dividiu palanque com o prefeito em Jequié, ao lado de Rui Costa e Jaques Wagner. No evento, Cocá fez questão de agradecer publicamente:
"Governador, eu quero agradecer o senhor que tem vindo a Jequié sempre. O senhor tem ligado para mim, você tem cobrado obras estruturantes, tem debatido".
Jerônimo, por sua vez, declarou publicamente ter interesse em aliança com Cocá, não apenas para "competir uma eleição com capacidade de concorrência", mas porque teria "maior facilidade de governar nas duas regiões". O governador fez questão de enfatizar que o diálogo é baseado em projetos, sem condicionamento de investimentos a apoio político.
Nos bastidores, no entanto, a história é outra, Zé Cocá quer muito mais para se manter no projeto pessoal de poder.
4. A Condicionante: o Aeroporto Regional
Em discurso na abertura dos trabalhos legislativos de 2026 na Câmara Municipal de Jequié, no dia 24 de fevereiro, Zé Cocá foi direto ao ponto. Voltou a cobrar publicamente o andamento de obras prometidas pelo governo do estado, entre elas o Aeroporto Regional. A proposta, historicamente é um anseio de alguns setores da sociedade, em Jequié, hoje defendida por Cocá, ganhou novo direcionamento nos últimos meses.
Inicialmente, o Entroncamento de Jaguaquara chegou a ser cogitado como a área mais estratégica para o equipamento. No entanto, após a apresentação de estudos técnicos, o município de Itiruçu passou a ser a principal alternativa. De acordo com o prefeito, dois terrenos foram identificados entre Itiruçu e o Entroncamento, às margens da BA-250, e o governo estadual já iniciou tratativas para a desapropriação da área.
"Em Jequié, o aeroporto é inviável para voos para São Paulo, Salvador e Belo Horizonte, por conta da limitação de área. A cidade é cercada por morros, e não há um raio de 10 ou 20 quilômetros com terreno que permita a construção de um aeroporto regional com as condições necessárias", explicou Cocá.
O prefeito argumenta que o equipamento é estratégico não apenas para Jequié, mas para toda a microrregião.
"Você pega todo o Vale de Jiquiriçá, grande parte do Recôncavo e o Médio Rio de Contas com Jequié, então dá viabilidade ao aeroporto”.
No entanto, a decisão sobre a construção de um aeroporto regional não pode se limitar à vontade política de um prefeito ou de um governador. Especialistas em planejamento urbano e infraestrutura alertam que empreendimento desse porte exigem, além da discussão política, um amplo debate com os diversos setores da sociedade e estudos técnicos aprofundados de viabilidade econômica, logística e ambiental.
A experiência brasileira está repleta de exemplos de aeroportos construídos com alto investimento público que se tornaram "elefantes brancos”, equipamentos caros, com baixa demanda e funcionalidade comprometida. Para evitar que o aeroporto regional do Médio Rio das Contas ou Vale do Jiquiriçá siga o mesmo destino, é fundamental que o projeto seja submetido a uma análise rigorosa que considere:
• Demanda projetada: Quantos passageiros e quanto de carga a região efetivamente movimentará nos próximos 20 ou 30 anos?
• Conectividade: O aeroporto será atrativo para as companhias aéreas ou dependerá de subsídios públicos permanentes?
• Impacto econômico real: Além do discurso do desenvolvimento, quais setores serão efetivamente beneficiados e qual o retorno do investimento para a sociedade?
• Sustentabilidade fiscal: O município ou o estado terão condições de arcar com os custos operacionais caso a demanda esperada não se concretize?
A palavra final, portanto, não pode ser apenas de Cocá ou de Jerônimo. É preciso que as associações comerciais, as câmaras de dirigentes lojistas, os setores produtivos, as universidades e a sociedade civil organizada das regiões envolvidas sejam ouvidas. Só assim o aeroporto poderá ser, de fato, um vetor de desenvolvimento e não mais um arroubo político ou peso morto nos orçamentos públicos.
5. O Aliado de Primeira Hora: Hassan Iossef
Se a relação com o PT foi de altos e baixos, uma aliança se manteve sólida: a com o deputado estadual Hassan (PP). Natural de Jequié, Hassan foi vice-prefeito da cidade entre 2017 e 2020 e, em 2022, foi eleito deputado estadual com expressiva votação.
Juntos, Cocá e Hassan construíram uma base política robusta nos territórios do Vale do Jiquiriçá e do Médio Rio das Contas. Nas eleições municipais de 2024, a dupla trabalhou intensamente apoiando candidatos a prefeitos e vereadores. O resultado: alguns municípios com prefeitas e prefeitos eleitos sob influência do grupo. A lista inclui Edione Agostinone (Jaguaquara), Marquinhos Sena (Lagedo do Tabocal), Binho (Lafaiete Coutinho), Vinicius Costa (Manoel Vitorino), Dr. Tom (Itamari), entre outros.
Hassan, que tem em Jequié sua principal base eleitoral, trabalha para consolidar-se como o parlamentar mais atuante na região, articulador e parceiro de primeira hora de Cocá. Juntos, eles comemoraram a reeleição recorde do prefeito (91,97% dos votos, o maior percentual do Brasil naquele pleito) e a eleição do sobrinho dele, Flavinho, como vice-prefeito, um movimento de nítido fortalecimento do grupo familiar na sucessão local.
6. O Dilema com Leur Lomanto
A aproximação de Cocá com o campo governista, no entanto, coloca em xeque uma aliança mais antiga: a com o deputado federal Leur Lomanto Jr. (União Brasil), neto do ex-governador Lomanto Júnior, figura histórica que já governou a Bahia e foi prefeito de Jequié.
Lomanto tem forte capilaridade na região e é defensor público da permanência de Cocá na oposição estadual, ao lado de ACM Neto. Em 2023, chegou a declarar na Assembleia Legislativa:
"Se depender da minha vontade, do meu trabalho, do meu esforço, o prefeito Zé Cocá ficará junto conosco na Federação União Brasil-PP, na oposição ao governo do Estado".
O rompimento com Lomanto, caso ocorra, não é trivial. O deputado federal comanda recursos via emendas e tem peso político em Brasília. Perder esse apoio pode custar caro a Cocá, especialmente se ele próprio almejar voos mais altos.
A pergunta que ecoa nos bastidores do Médio Rio das Contas e Vale do Jiquiriçá é: Zé Cocá romperá com Leur Lomanto Jr.? E, se romper, quais as consequências para ambos?
A análise dos especialistas:
Para o cientista político Joviniano Neto, "lideranças tradicionais como Lomanto Jr. estão sendo desafiadas por uma nova geração de prefeitos que acumularam capital político próprio e não dependem mais dos antigos caciques para sobreviver". Zé Cocá, com 91,97% dos votos em Jequié e uma rede de 17 prefeitos aliados na região, encarna exatamente esse fenômeno.
Se Cocá decidir disputar a federal, mesmo com o apoio do grupo governista, Lomanto terá três caminhos:
Cenário 1: Apoio explícito e acordo de divisão territorial
Lomanto poderia declarar apoio a Cocá, mas concentrar sua campanha em municípios onde tem mais votos, deixando Jequié e entorno para o prefeito. É uma solução elegante, mas arriscada. Na política proporcional, o voto não obedece a mapas, por exemplo, eleitor de Jequié pode preferir Lomanto, eleitor de Jaguaquara pode preferir Cocá, e a competição é inevitável.
Cenário 2: Neutralidade tensa
Lomanto não apoia nem ataca Cocá, mas concentra forças em outras regiões. Seria um "acordo de não agressão" tácito, onde cada um disputa seu espaço sem invadir o do outro. Esse cenário, no entanto, exige confiança mútua e disciplina dos aliados, commodities raras na política.
Cenário 3: Confronto direto
Lomanto disputa votos no mesmo território que Cocá, numa guerra que pode beneficiar apenas o governo. É o pior dos mundos, mas pode ocorrer se o deputado federal sentir que seu eleitorado está sendo canibalizado.
A avaliação de analistas políticos é que Lomanto, até o último momento, tentará manter Cocá na oposição e na condição de prefeito que cumpre o mandato até o fim, sem disputar a federal. Lomanto sabe que, se Cocá entrar na disputa, vai concorrer diretamente com ele., prefeito com máquina e alta popularidade é adversário perigoso.
7. O Voo para a Federal: Cenários e Consequências
A hipótese de Zé Cocá disputar uma vaga na Câmara Federal em 2026 ganha cada vez mais consistência nos bastidores. Aos 49 anos, com capital político no auge, uma rede de prefeitos aliados em 17 municípios e a máquina da prefeitura de Jequié nas mãos, Cocá tem todas as condições de se eleger.
O cálculo da federal:
Se eleito, Cocá chegaria a Brasília com trânsito nos dois campos. Pela via governista, teria acesso a emendas de bancada e recursos do Novo PAC. Pela via pessoal, manteria diálogo com setores da oposição. Seria uma posição de força, mas também de solidão, sem o guarda-chuva de Lomanto, sem o apoio explícito de Neto, dependendo exclusivamente de sua própria articulação.
O risco da não eleição:
Se Cocá disputar a federal e não se eleger, estará em situação delicada. Sem mandato a partir de 2027, perderia o foro privilegiado e a capilaridade política. A sucessão municipal em Jequié, em 2028, ficaria nas mãos do sobrinho e vice, Flavinho, mas sem a liderança forte do tio para conduzir o processo. Além disso, perderia acesso aos recursos estaduais e federais que hoje abastecem sua máquina política e teria que enfrenar nas próximas eleições municipais a capilaridade política de Lomanto em Jequié e na região.
Um experiente político do PP, em análise sobre o cenário, resume o dilema:
"Cocá está no melhor dos mundos hoje: é prefeito de uma cidade importante, tem diálogo com o governo e com a oposição, e pode barganhar. Se pular para a federal, pode ganhar muito, mas também pode perder tudo. É um salto no escuro".
8. O Novo Cenário da Oposição: Sobrou Lomanto e Hassan?
Com a debandada de prefeitos que apoiaram ACM Neto em 2022 para a base governista, a oposição na Bahia encolheu significativamente. O grupo de Neto hoje conta, no Médio Rio das Contas, com dois principais pilares: o deputado federal Leur Lomanto Júnior e o deputado estadual Hassan Iossef.
Mas a permanência de Hassan no bloco oposicionista é incerta. O nome do deputado estadual aparece na lista de parlamentares do PP que podem migrar para o PSB durante a janela partidária. Se Hassan realmente deixar o PP, Lomanto ficará isolado na região como principal liderança da oposição.
Nesse contexto, a menção ao nome de ACM Neto nas anotações de Flávio Bolsonaro, reveladas pela imprensa nesta semana, adiciona uma nova camada à análise. A anotação, intitulada "Situação nos Estados", traz o seguinte registro sobre a Bahia: "Conversar 1º (com ACM Neto) e depois tratamos de palanque completo". O documento confirma que o PL de Jair Bolsonaro pretende apoiar ACM Neto ao governo da Bahia, em Jequié Zé Cocá disputou votos com o PL.
No entanto, pesquisa recente mostra Jerônimo com vantagem consolidada sobre Neto. Para a oposição, o cenário é preocupante. Como observam analistas políticos, a política é feita de capilaridade. Sem prefeitos, sem deputados estaduais, a oposição vira uma candidatura solitária. ACM Neto pode ter boa intenção de voto, mas, sem palanque nos municípios, a tarefa de vencer Jerônimo fica hercúlea.
9. Conclusão: O Xadrez e Suas Peças
Enquanto o governador fala, Lomanto espera, Hassan articula e Flavinho se prepara, Zé Cocá move as peças no tabuleiro. O xadrez político da Bahia em 2026 terá, no Médio Rio das Contas, um de seus lances mais decisivos.
Cocá sabe que sua janela de oportunidade é agora. A reeleição com 92% dos votos lhe deu capital político para barganhar com o governo e, ao mesmo tempo, manter diálogo com a oposição. O aeroporto regional é a senha para o apoio. Se a obra sair, Cocá terá seu legado e poderá justificar aos aliados a migração para o campo governista. Se não sair, manterá as portas abertas com Lomanto e Neto.
Mas há uma terceira via, mais sutil e politicamente mais sofisticada: apoiar Jerônimo e, simultaneamente, lançar-se candidato a deputado federal. Essa estratégia, longe de ser contraditória, pode ser a mais vantajosa para Cocá. Ao declarar apoio à reeleição do governador, ele garante o fluxo de recursos estaduais e federais para Jequié e região, incluindo a possibilidade concreta de viabilizar o aeroporto. Ao mesmo tempo, ao disputar uma vaga na Câmara Federal, amplia sua capilaridade política para além dos limites municipais, consolidando-se como a principal liderança do Médio Rio das Contas e do Vale do Jiquiriçá.
Se eleito deputado federal, Cocá deixaria de ser apenas o prefeito de Jequié, ainda que com 92% de aprovação, para se tornar o representante da região em Brasília. Com acesso a emendas impositivas, poderia distribuir recursos para os 17 prefeitos aliados, fortalecendo sua rede política e tornando-se indispensável para a sobrevivência eleitoral desses gestores.
Para Jerônimo, ter Cocá como aliado e candidato a federal pode ser vantajoso. O governador ganharia um palanque forte no Médio Rio das Contas, Vale do Jiquiriçá e, se Cocá se eleger, um aliado em Brasília para defender os interesses do estado.
Esse movimento, no entanto, é o que mais ameaça Leur Lomanto Jr. Se Cocá apoiar Jerônimo e disputar a federal, estará concorrendo diretamente com Lomanto no mesmo território e com o apoio da máquina estadual. O deputado federal, que já viu sua base encolher com a debandada de prefeitos para o governo, pode ver sua reeleição seriamente ameaçada.
Para analistas, Cocá está diante de uma oportunidade histórica: apoiar o governador, viabilizar o aeroporto, lançar-se a federal e consolidar sua hegemonia regional. O único obstáculo é Lomanto. E Lomanto, neste momento, parece isolado. O rompimento com Lomanto, se ocorrer, não será trivial. Mas a política, como ensinam os velhos caciques, é feita de riscos calculados. E Zé Cocá, aos 49 anos, parece disposto a calculá-los.
Foto: Arquivo / Divulgação / Montagem BomFm.
Fonte: BomFm com informações de declarações públicas, entrevistas, site oficial de Zé Cocá, Jerônimo Rodrigues, Assembleia Legislativa da Bahia, Ministério da Fazenda e análise de cenário político.
BomFm | Jornalismo, informação e interesse público.
Tags: BomFm, Bahia, Jequié, Médio Rio das Contas, Zé Cocá, Jerônimo Rodrigues, Leur Lomanto, Hassan, ACM Neto, Análise Política, Eleições 2026, Aeroporto Regional, UPB, PP, União Brasil, Sucessão, Jornalismo, Informação, Google News.






COMENTÁRIOS