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Museu Histórico João Carlos Borges, do início a decadência, das fotos a projeção mapeada, a história por trás do museu que reabriu

BomFm - André Bomfim.
Museu Histórico João Carlos Borges, do início a decadência, das fotos a projeção mapeada, a história por trás do museu que reabriu Agência BomFm / André Bomfim.

O Museu Histórico João Carlos Borges foi reinaugurado, nesta sexta-feira(04Novembro22), às 19h com cerimônia que contou com a presença do prefeito de Jequié, Zé Cocá; o secretário de Cultura e Turismo, Domingos Ailton; demais secretários municipais; os vereadores presentes Ladislau Bulhões, o Bui; Gilvan Santana, o Soldado Gilvan; Daubti Rocha, o Colorido; Eduardo Simões, o Duda; e San David; André Bomfim, Representante Territorial de Cultura, da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, a professora Alda Souza, presidente do Conselho Municipal de Políticas Culturais; familiares do jornalista Raymundo Ernesto Meira Magalhães, cujo nome homenageia o auditório do local; artistas, produtores culturais, músicos, estudantes e representantes do Conselho Municipal de Políticas Culturais.

Na ocasião, foi apresentada uma projeção mapeada com episódios da história do município., o evento contou com apresentação do grupo musical Novíssimos Baianos.

O museu expõe o acervo histórico da cidade com documentos, fotos, máquinas e outros objetos antigos que pertenceram a várias famílias que ajudaram na colonização de Jequié. O Museu Histórico de Jequié entrou em funcionamento em 2006 e tem como objetivo contar a história da cidade através do seu acervo com fotos de personalidades e lugares importantes do município, arquivos de jornais e revistas, objetos antigos e livros.

Lá acontecem exposições do acervo com fotos e recortes de jornais, exposições de artistas locais, mostra de filmes antigos e palestras. As visitas são monitoradas e o espaço é gerido pela prefeitura, através da Secretaria de Cultura e Turismo.

A inauguração do prédio do antigo Grupo Escolar Castro Alves, foi no ano de 1934, contando com as presenças do Governador Juracy Magalhães, do Intendente João Carlos Borges e de Virgílio de Paula tourinho, que também foi intendente de Jequié.

O portal BomFm esteve na reinauguração do museu e entrevistou o Prefeito de Jequié, Zé Cocá, o Secretário de Cultura e Turismo de Jequié, Domingos Ailton, o Museólogo, Antônio Varjão Matos e familiares de Raymundo Meira, Carlos Elias Pereira Magalhães(sobrinho) e Carlos Éden(irmão).

Prefeito de Jequié, Zé Cocá

BFM A reabertura do Museu era um anseio da comunidade cultural de Jequié. Para o senhor, qual a importância da reabertura deste importante equipamento público?

Cocá É, o nosso museu, faz parte da nossa história. É como digo sempre, que poucos espaços são na Bahia e no Brasil, tão lindos como é o nosso museu em Jequié, poucas cidades têm um prédio histórico desse, como é o de Jequié? Infelizmente, ele estava em fase de decadência, era muito ruim. Nós o recuperamos agora, agradeço aqui a nossa equipe de Secretaria de Cultura e Turismo, que fez isso com muito prazer e com muito amor. Digo sempre, é o nosso dever agora, manter esse equipamento público sempre bem recuperado, bem organizado, nós não podemos deixar um equipamento dessa envergadura acabar novamente.

Perdemos muito acervo nosso aqui por conta da situação que ele estava. Isso é um equipamento, é uma estrutura que você não pode simplesmente deixar só para visitar, você tem que acompanhar, tem que dar manutenção permanente para que tenhamos, com certeza um museu sempre bem estruturado.

BFM - O senhor também já pensa em reformar e entregar outros espaços públicos reformados da área cultural?

Cocá - Tem, sim, nós já os fizemos, estamos reformando. Agora, ali, a nossa biblioteca, a qual é uma área cultural linda, iremos fazer uma biblioteca virtual no fundo. Temos o Palácio das Artes que já está sendo recuperado, creio que no máximo até o final do ano, entre o Natal e Ano-Novo, nós o entregaremos também, o qual é, um equipamento público excepcional e de outras áreas do nosso município, em todos os setores.

Graças a Deus estamos trabalhando, recuperamos todos os equipamentos públicos. Você observa a prefeitura municipal de Jequié, é um equipamento histórico da nossa idade, estava em fase de degradação, estamos recuperando e ampliando. Teremos com fé em Deus, em breve, uma grande prefeitura que irá atender a população em todas as áreas. Então, qual é o nosso interesse? Que todos os equipamentos públicos de Jequié tenham condições para que a população tenha prazer de entrar, conhecer e participar. Além da população, um museu desse, de Jequié não deve ser só para nós, precisamos mostrar a região que temos um dos melhores museus da Bahia, mostrar isso para que o equipamento público tenha visitantes não só de Jequié, mas como de toda a nossa região.

BFM - Sobre as festividades populares, o senhor pretende continuar ampliando o investimento no São João? Além dos festejos juninos, celebração natalina e aniversário da cidade, tem mais algum evento que o senhor pretende reforçar para que o município atraia mais pessoas para agregar na economia local através do turismo de eventos?

Cocá - Tem sim. Digo sempre que é precisa ter 2 festas marcantes, então para mim esses eventos, Natal e Ano-Novo. Neste ano faremos, com certeza, um dos maiores Natal. Na Bahia, Jequié estará, com certeza, entre as cidades mais bonitas da Bahia, não tenho dúvida disso. O São João nós já mostramos esse ano, ano que vem a tendência é fazer maior ainda, então estaremos com certeza e novamente entre os 3 São João mais bonitos da Bahia.

O Aniversário da Cidade faz parte da nossa história. É uma festa mais local, mas vamos manter a força dela para a tornar, uma grande marca. Com essas 3 grandes festas nossas, poderemos atrair pessoas de fora, vocês da região, venham visitar o Natal, vocês verão uma das cidades mais bonitas da Bahia.

Secretário de Cultura e Turismo de Jequié, Domingos Ailton

BFM - A comunidade jequieense, é bem ativa culturalmente, o museu passou um tempo fechado, com a reabertura, quais as novidades? Para visitar o museu é preciso agendar, quais os dias e qual é a importância do deste equipamento cultural para você na sociedade?

Domingos Ailton - É importante ressaltar que no museu a entrada é gratuita. Nós, inclusive, vamos colocar aqui uma placa de sinalização avisando sobre essa gratuidade. É fundamental que as pessoas conheçam o museu. Fiquei muito contente aqui de ver 2 senhores, um se chama Osvaldo, com 54 anos e o outro Dorival com 55 anos, eles nasceram em Jequié, vivem esse tempo todo aqui e nunca vieram ao museu quando viram o processo da reabertura, da divulgação eles se interessaram e visitaram. Pretendemos fazer uma campanha, nas redes sociais, na imprensa, é convidando as pessoas para virem ao museu.

Estamos desenvolvendo, montando um programa de educação patrimonial e esse trabalho de educação patrimonial vai começar do lado de fora do museu, na parte, onde montamos um monumento, “Os carreiros”, os carros de bois. É importante que a história não só se reporte aos coronéis ou os doutores, mas ao povo, as figuras que construíram muito historicamente. É o caso do Carreiro, do carro de boi, conheci e o entrevistei, inclusive ele faz parte de um livro meu, “Figuras Típicas e Religiosidade Popular de Jequié”, o senhor Carlos Cândido Lima, “Seu Miúdo”.

O Senhor Miúdo foi quem conduziu os carros de bois com material para construir o grupo escolar Castro Alves, em 1934. Assim como antes, ele levou o material para a construção da Estação Ferroviária e o Mercado Municipal. Então as pessoas vão passar a conhecer essa história, conhecer a importância que teve esse carreiro dos carros de bois como outras figuras que pretendemos trabalhar aqui, como no caso, por exemplo, do vassoureiro que estamos inclusive trabalhando para entrar como registro especial no livro é de saberes e ofícios.

O museu vai estar aberto de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h. As pessoas podem, inclusive, agendar a visitação de suas escolas. Como é um grupo maior, precisamos disponibilizar um efetivo maior de mediadores para conduzir as pessoas no museu. Estamos também trabalhando no ponto de vista da educação patrimonial, é necessário fazer esse recorte, porque o museu, tem salas temáticas, então é preciso um recorte histórico. É preciso também trabalharmos as diversas etnias que formaram o povo jequieense, então são novidades como essa que teremos aqui no museu e a importância de as pessoas visitarem.

É preciso lembrar que aqui é um ponto turístico, não é? Estamos trabalhando na questão do turismo em Jequié. Para que Jequié entre também no roteiro de ecoturismo, de observação de aves, do turismo rural. Pelo formato que é o museu, o mesmo por si só, seu prédio, por exemplo, já é um atrativo, um atrativo histórico importante, turístico, é um cartão postal inclusive, fica no centro da cidade, como disse o prefeito, nós aqui não temos vizinho de um lado e do outro, não é? Então tem toda uma singularidade, esse museu.

Museólogo, Antônio Varjão Matos

BFM - Varjão, qual a importância do museu para a cidade, para a comunidade onde ele está localizado e quais as parcerias e formas de trazer visitas ao museu?

Varjão - Bem, a importância é que o museu histórico de Jequié tem um acervo coletado através da doação de pessoas que viveram ou que vivem aqui em Jequié e o próprio acervo em si, ele já consegue contar muito da história do município, além de que é ele preserva a memória da cidade e a gente costuma dizer que uma cidade sem memória é uma cidade sem futuro.

BFM - O museu era bem movimentado antes de fechar, havia uma presença constante de crianças, as quais muita das vezes as escolas traziam, assim como a comunidade, em geral. O museu é importante para a juventude porque conta fatos históricos da sua cidade. O museu retorna à visitação com parcerias com as escolas?

Varjão - Sim, com certeza. Inclusive durante esse período que o museu estava fechado e nós éramos muito procurados pelas professoras, pelas diretoras, pelos gestores das escolas, né? E agora, no final do ano com o aniversário da cidade, o museu se torna mais procurado ainda e já com os rumores de que o museu estava reabrindo tem diariamente vindo professores aqui para, já fazer agendamento. Telefonemas, mas também, ou seja, essa parceria com certeza existe já de muito tempo e vai continuar, além de que a própria Secretaria de Educação, a qual temos parceria, eles também fazem o agendamento das escolas, conseguem ônibus e mandam os alunos para cá, principalmente os alunos da zona rural que são de mais longe e que às vezes é mais difícil virem por conta própria até aqui.

A importância desse museu estar aberto é enorme porque como você mesmo falou, a importância de ter os alunos aqui dentro, ter esses pesquisadores aqui dentro. Nós temos um acervo de jornais antigos e muito rico aqui no museu, os mestrandos da UESB sempre estão aqui pesquisando. Então estamos com as portas abertas para os professores, os alunos, os pesquisadores e a comunidade, em geral.

Sobrinho de Raymundo Meira, Carlos Elias Pereira Magalhães

BFM - Elias Como é para você e a família hoje, ver o nome de Raimundo Meira aqui dentro desse espaço que tanto ele lutou para criar e para que tivesse investimento, para que a história de Jequié ficasse salvaguardada?

Elias - É muito gratificante porque tio Raymundo foi uma das pessoas que batalhou, não é? Com o grupo, com a ASSAM-Associação dos Amigos do Museu, lutou bastante para que esse museu fosse criado, na verdade, foi ele quem guardou o acervo com a professora Eronildes em casa. Eu acompanhei isso desde a minha infância, porque a ASSAM e o museu era ao lado de minha casa.

Eu visitava esse museu antes mesmo dele existir, acompanhei de perto a luta que foi dele, e da professora que se uniram a João Batista, do meu pai, Carlos Éden. Temos outras pessoas, como Haroldo Vieira, e não só é ele, mas outras pessoas que fizeram parte desse grupo que trabalhou para que esse museu funcionasse, então penso que é uma homenagem bastante justa. É muito gratificante ver o nome dele aqui hoje, emocionante, na verdade, vemos o trabalho dele sendo reconhecido.

Irmão de Raymundo Meira, Carlos Éden

BFM - Carlos Éden, como se deu o processo de criação do Museu Histórico João Carlos Borges? Qual a importância para você da reabertura do museu, o qual também homenageia um dos fundadores, Raymundo Meira, seu irmão?

Carlos Éden - É uma coisa que, inclusive eu estava falando aqui, é um sonho que se tornou realidade. É através de uma força muito grande e um grupo de pessoas. Um grupo de jornalistas que se interessavam por isso durante muito tempo, esse grupo formado por Arnaldo Cidreira e Henrique Meira Magalhães, Euzinho Soares, Leonel Ribeiro de Oliveira. Eles escreviam artigos nos jornais falando que esse prédio aqui merecia ser preservado, que podia ser até um museu, e daí surgiu a ideia de fazer um museu. Então, Raimundo Meira, que foi presidente da Associação Jequieense de Imprensa, na mesma época que ele era correspondente de jornal A Tarde e era secretário da Associação Comercial quando Luiz Amaral era o presidente lá.

Logo a família, Grilo, de Benito Grilo, que era sobrinho de Vicente Grilo, tinha um acervo que pertenceu Vicente Grilo. Então doou a Luís Amaral esse acervo para o mesmo, tomar uma providência lá com a associação comercial, ver se tinha um local para guardar, foi então que Luís lembrou de Raimundo Meira, que era jornalista e gostava desse tipo de coisa. A luta foi difícil para conseguirmos isso aqui, a imprensa ajudou muito e escrevemos muitos artigos. Eu mesmo escrevi muitas crônicas e artigos falando dessa necessidade de se implantar um museu para preservar a história.

Tinha pessoas que falavam que Jequié não tinha história suficiente, não era uma cidade histórica para ter museu, mas é o seguinte, cada município tem sua história, Jequié chegou a ser a capital do Estado. A política naquela época era muito violenta, na época dos jagunços e coronéis. Então, tinha muito o que contar, temos história. Portanto, um grupo de jornalistas se reuniram e procuraram incentivar esse trabalho aí, Raimundo convocou umas pessoas com a professora Eronildes Ribeiro, ela guardava também em objetos antigos. Ela era interessada nisso, e os dois se uniram com os seus acervos, Raimundo, com esse acervo que Luiz Amaral, disponibilizou para ele, que era da família, Grilo e começou a criar o museu.

Tudo começou lá na associação comercial mesmo, mas depois foi passando o tempo, as diretorias que estavam lá, não queriam mais o acervo no espaço da associação, pois, o grupo precisava do espaço para outras coisas, também o ambiente não era correto. Raymundo tinha junto da nossa casa antiga, casa de nosso pai, uma parte do imóvel disponível que ele conseguiu ajeitar e disponibilizar, ali fundamos a ASSAM-Associação Amigos do Museu. Essa associação foi uma sugestão da diretora do IPHAN-Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional à época, a professora Consuelo Pondé foi diretora da instituição aqui na Bahia, a mesma visitou o prédio e o acervo que tínhamos lá e achou interessante.

Consuelo disse que deveríamos fundar uma associação para ser gestora do acervo, foi quando fizemos uma parceria com a Prefeitura de Jequié. Na época o então prefeito, Roberto Brito desocupou a escola e cedeu o prédio e nós, disponibilizávamos o acervo. A Escola Castro Alves já não tinha mais condições de manter crianças aqui, porque inclusive estava perigoso, pois, tinha vigas, podres aí em baixo, no porão e na parte de cima mesmo. Então às crianças estavam até se arriscando aqui, mas foi graças a essa associação que esse prédio não caiu, mesmo sendo um dos prédios mais bonitos da cidade, hoje só a catedral é tão bonita como o prédio do museu.

Eu me lembro que Raymundo falava assim, a peça mais importante do acervo do museu, é o próprio prédio, é a peça mais bonita que temos. Ficou com um período fechado devido a uma administração municipal aí que deixou 3 anos fechados. Nesse período choveu, molhou, perdeu boa parte do acervo, não muita coisa, mas uma boa parte. Mais tarde, a administração de Sérgio Suzart, trouxe Varjão, museólogo formado, tem conhecimento, fazíamos as exposições de forma bem empírica, nada profissional, até porque não tínhamos conhecimento técnico, apenas preservamos como podíamos fazer, organizamos os acervos de fotos com etiquetas, mas quando Varjão veio essas etiquetas já tinham estragadas com o tempo e as chuvas, mas ele conseguiu recuperar isso tudo de forma moderna, com novas técnicas de acordo as normas museólogas, o que resultou nessa coisa linda que está aí.

Temos uma proposta de criar o museu da imagem e do som, precisamos procurar os velhos artistas da cidade, músicos, cantores, gente que colecionava fotos da cidade, das bandas e orquestras antigas. Haroldo Vieira, por exemplo, foi que trabalhou na 95Fm por um tempo, Haroldo que colecionava em sua casa muita coisa, ele também foi um dos fundadores da ASSAM, ele tinha coleção de discos, filmes. Raymundo Meira também tinha muita coisa, o que pode disponibilizar ele doou. Bené Sena, que é um grande entusiasta da cultura que também é dessa área musical, quer aqui dentro um museu da imagem e do som, o que é uma coisa interessante, mas é preciso procurar esses artistas, músicos como Daniel Santana, conhecido como “Boca”, o baterista mais antigo, que está vivo ainda e tem fotos da época.

Na minha opinião, além de ser uma honra estar aqui representando Raymundo Meira, o mentor dessa coisa toda com a professora Eronildes e depois os componentes da ASSAM que se esforçaram para a criação do museu, hoje é uma data importante, Jequié está vivendo uma nova era, o Brasil está vivendo uma nova era, depois de todos os acontecimentos, inclusive com um novo presidente, eu votei nele, pois, eu não votaria no outro porque ele não existe, quero até esquecer ele. O Brasil é hoje um país que está passando por uma nova situação, Jequié está transformando, a pandemia fez muito mal, fechou o museu também por conta disso, mas já está reabrindo graças a Deus. Espero que essas guerras lá na Europa não venham prejudicar o que estamos vivendo.

Carlos finaliza agradecendo a reportagem do portal BomFm e esperançoso, lembrando que a cidade precisa de mais incentivo nas áreas cultural e educacional.

O Museu Histórico João Carlos Borges fica localizado na Avenida Rio Branco, Centro, e funciona de terça a sexta-feira, das 8h às 12h e de 14h às 18h, sendo aberto à visitação pública, além de visitação de escolas públicas e privadas, com agendamento prévio a ser realizado através do telefone 0800 8080 136, Ramal 4023. A entrada é gratuita.


BomFm – André Bomfim.

Foto: Agência BomFm / André Bomfim.


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Tags: Jequié, Bahia, Brasil, BomFm, Museu Histórico João Carlos Borges, do início a decadência, das fotos a projeção mapeada, a história por trás do museu que reabriu.

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