Ângelo Coronel, pré-candidato na chapa de ACM Neto, é contra o fim da escala 6x1: “Vai gerar desemprego”; Lula e Jaques Wagner defendem mudança
Senador Ângelo Coronel (PSD-BA) se posicionou contra o fim da escala 6x1. Enquanto isso, Lula e Jaques Wagner defendem a redução da jornada de trabalho.
Senador Ângelo Coronel (PSD-BA) durante entrevista ao programa Repórter Hoje. Foto: Divulgação / Repórter Hoje. O senador Ângelo Coronel (PSD-BA), pré-candidato à reeleição na chapa majoritária encabeçada por ACM Neto (União Brasil), manifestou-se contrário ao fim da escala 6x1 durante entrevista concedida na última quinta-feira (16Abr26) ao programa Repórter Hoje.
“Na minha ótica, vai gerar desemprego”, afirmou o parlamentar. Para Coronel, a decisão sobre a jornada de trabalho não deve ser imposta por lei, mas sim negociada diretamente entre empregadores e empregados, respeitando as particularidades de cada setor e de cada empresa.
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Lula defende o fim da escala 6x1.
Em posição oposta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem defendido publicamente o fim da escala 6x1. No último sábado (18Abr26), durante discurso no Fórum Democracia Sempre, em Barcelona, na Espanha, Lula voltou a defender a mudança.
“No Brasil, nós estamos discutindo o fim da jornada 6x1. Porque me parece que os ganhos tecnológicos, a sofisticação da produção, só vale o rico. Para o pobre, não vale nada, ou seja, ele não ganha porque aumentou a produtividade da empresa”, afirmou o presidente .
Dias antes, Lula havia enviado ao Congresso Nacional um projeto de lei para reduzir a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado sem redução salarial. A escala passaria a ser de cinco dias trabalhados para dois de descanso. O governo federal trata a pauta como prioritária para 2026 e pediu regime de urgência para votação em 45 dias .
Jaques Wagner também defende a mudança.
O senador Jaques Wagner (PT-BA), uma das principais lideranças do grupo petista na Bahia e também pré-candidato à reeleição, também já se manifestou favorável ao fim da escala 6x1.
Em entrevista recente, Wagner defendeu a redução da jornada de trabalho como uma forma de melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e distribuir melhor os ganhos de produtividade. A posição de Wagner está alinhada com a do governo federal e contrasta diretamente com a de Ângelo Coronel, seu adversário político na disputa pelo Senado na chapa de ACM Neto.
O que está em jogo na eleição de 2026.
A divergência entre Ângelo Coronel e Jaques Wagner sobre o fim da escala 6x1 reflete um dos principais contrastes entre os grupos políticos que disputarão as eleições de 2026 na Bahia.
De um lado, a base do governo Lula, liderada por Jerônimo Rodrigues e Jaques Wagner, defende a redução da jornada como forma de garantir mais qualidade de vida aos trabalhadores. Do outro, a oposição, liderada por ACM Neto e com Ângelo Coronel como pré-candidato ao Senado, argumenta que a medida pode gerar desemprego e aumento de custos para as empresas .
O debate no Congresso.
As propostas sobre o fim da escala 6x1 tramitam na Câmara dos Deputados, sob relatoria do deputado Paulo Azi (União-BA) na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Três principais propostas estão em discussão no Legislativo.
A PEC 221/2019, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), prevê a redução gradual da jornada de 44 para 36 horas semanais em um prazo de dez anos. A PEC 8/2025, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), propõe uma jornada de 36 horas semanais distribuídas em quatro dias de trabalho. Já o Projeto de Lei do governo federal, enviado pelo Poder Executivo em regime de urgência, defende a redução para 40 horas semanais, mantendo o salário e garantindo dois dias de descanso remunerado.
O governo federal trata o fim da escala 6x1 como uma das pautas prioritárias de 2026, enquanto setores empresariais e parte da oposição pedem cautela e apontam riscos econômicos .
Perguntas frequentes:
Qual a posição de Ângelo Coronel sobre o fim da escala 6x1?
Coronel é contra. Ele defende que empregado e patrão negociem a jornada ideal para cada negócio, em vez de uma imposição legal.
Qual a posição de Lula e Jaques Wagner?
Lula defende publicamente o fim da escala 6x1 e enviou projeto ao Congresso para reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais. Jaques Wagner está alinhado com essa posição.
O projeto já foi aprovado?
Não. As propostas ainda tramitam na Câmara dos Deputados. O governo pediu regime de urgência, mas a CCJ adiou a análise na última quarta-feira (15) após pedido de vista coletiva.
Por que o tema divide opiniões?
Defensores apontam ganhos em qualidade de vida e saúde para os trabalhadores. Opositores alertam para riscos de desemprego, aumento de custos e perda de competitividade da economia brasileira .
Espaço para manifestação.
O Portal BomFm está à disposição do senador Ângelo Coronel, do senador Jaques Wagner e das demais lideranças políticas para repercutir os desdobramentos da votação sobre o fim da escala 6x1.
Foto: Divulgação / Repórter Hoje.
Fonte: Portal BomFm com informações da Repórter Hoje e Agência Senado.
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Tags: BomFm, Ângelo Coronel, ACM Neto, Jaques Wagner, Lula, Bahia, Escala 6x1, Reforma Trabalhista, Jornada de Trabalho, Eleições 2026, Política, Jornalismo, Informação, Google News.
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